Mulheres no poder nunca tiveram tanta força como hoje. Segundo dados da pesquisa realizada pela Grant Thornton, o número de mulheres ocupando cargos de chefia em empresas de médio porte no Brasil passou de 2% para 11% de 2012 para cá. Mesmo estando longe de uma igualdade entre gêneros, a tendência é aumentar a participação feminina no poder.

O cinema pode ser uma ótima ferramenta de empoderamento, não é mesmo? Para provar que sim, selecionei três filmes incríveis e relativamente novos dirigidos por mulheres:

Inverno da Alma

O filme rendeu nada mais nada menos do que a primeira indicação ao Oscar de Melhor Atriz para Jennifer Lawrence – com apenas 20 anos na época. John Hawkes também concorreu ao prêmio na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. O longa foi escrito e dirigido por Debra Granik e rendeu ótimas críticas.

Ree Dolly (Jennifer Lawrence) é uma menina de 17 anos que cuida dos irmãos e da mãe doente. Para não perder a casa na qual mora com a família, ela decide ir atrás do pai que a abandonou há alguns anos. Ele tem problemas com drogas e usou a casa da família como garantia de sua liberdade condicional, mas acabou sumindo.

O longa é um ótimo suspense. Tudo muito bem produzido, desde a escolha das locações até o roteiro. É claro que a atuação de Lawrence acaba roubando a cena, é incrível!

Selma

O longa conta a história de um dos personagens mais icônicos dos Estados Unidos: Martin Luther King. No entanto, o foco da cinebiografia não é a vida pessoal de King como a maioria dos filmes do gênero. David Oyelowo interpreta o lado político e ativista do personagem.

A diretora Ava DuVernay contou a história sob uma nova perspectiva, a das marchas no Alabama. O governo americano não dava a devida importância ao racismo, mas King conseguiu mobilizar primeiro centenas e mais tarde milhões de pessoas em prol da igualdade racial. As passeatas sofreram fortes repressões policiais desde o início, no entanto isso só trouxe mais apoio mundial a causa.

A história é linda e o filme conseguiu mostrar o lado mais racional de King. O mérito, é claro, vai para a diretora que além de ser incrível, foi a primeira mulher negra a receber uma indicação ao Globo de Ouro (2014).

As Sufragistas

Confesso que ainda não assisti o filme, mas além de ser dirigido por Sarah Gavron e da história ser sobre a luta feminista, o elenco é de tirar o fôlego: Meryl Streep, Carey Mulligan e Helena Bonham Carter.

A luta feminista no Reino Unido ganhou muita força no início do século XX. As mulheres lutavam pacificamente, mas nunca conseguiram conquistar seus direitos. Depois de décadas agindo sem violência e de ainda não possuirem o direito ao voto, um grupo de mulheres decidiu lutar e usar outras “armas” para atrair a atenção dos políticos.

Maud Watts (Carey Mulligan) conhece as militantes por acaso e se engaja na causa. O grupo vai ganhando força e acaba sofrendo forte repressão policial. O filme é baseado em fatos reais e é com certeza uma ótima indicação para quem buscar entender mais sobre a história do feminismo.